Este Governo não tem Ministério da Cultura, tem apenas um secretário de Estado, Francisco José Viegas. O mesmo avançou ontem, em entrevista na SIC Notícias, as linhas estratégicas da sua secretaria. |
Este Governo não tem Ministério da Cultura, tem apenas um secretário de Estado, Francisco José Viegas. O mesmo avançou ontem, em entrevista na SIC Notícias, as linhas estratégicas da sua secretaria.

Francisco José Viegas disse ontem em entrevista na SIC Notícias, gravada na sexta-feira, que a Secretaria de Estado da Cultura quer “consumir menos recursos”. Confrontado com a ideia de incluir os números de público nas suas contas, referiu que “o próprio Tribunal de Contas mostra surpresa por não se interessarem por objectivos, números…”. “A criação de públicos é uma das funções [da SEC]. É um dos critérios”, disse.
“Vamos discutir as missões dos teatros nacionais”. acrescentou.
O secretário de Estado conta até ao final da legislatura “mapear a paisagem cultural do país”. “Estamos a definir o que é património material e imaterial”.
No cinema pretende apresentar em breve a nova proposta de lei para o cinema, resolvendo o problema dos participantes, “distribuidores, telecoms e televisões. “Queremos reactivar o FICA [fundo de investimento do Cinema e do Audiovisual] e debater com os operadores”. Prometida ficou ainda a resolução da alienação da Tóbis, cujos trabalhadores estão sem receber há vários meses.
Nos museus, avançou, só 36% dos museus nacionais geram receitas e seria necessário chegar aos 80% para que as instituições fossem “mais autónomas e sustentáveis”. Deverão, por isso, reservar um dia por mês para as entradas gratuitas (hoje todos os domingos são de entrada livre).
Fonte: DN
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